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suspiro

antes que o tempo corra e a vida venha antes que a carne tente e te culpem antes que o verbo saia e o poema se cale antes que a métrica se enrole e a beira afunde depois que passar é justo depois que correr é tarde depois do beijo desejo o silêncio do vento que sopra e suspira

padecer

A vida de plantão não atende mais pelo nome de viver o amor serelepe não te diz mais o que trazer é o fio da meada que te prende é o teu corpo que me rende sopro demente eu quero é o som acústico desse teu cardio enquanto padeço

invertebrado

Meio chateado Louco e invertebrado

diga

Diga lá,vai de onde vem essa onda? Que passa e leva que beira a sede Diga aí,anda quanto custa o que você não quer? que jurem que não e que digam que sim Então,que calma é essa? o caos corrói por dentro revira e põe de volta silenciosamente Mas vamos logo diga

maré

E porque queremos tanto que não temos E porque cantamos tanto que não ouvimos E porque subimos tanto que não vemos e pela falta que se vive pela coragem que se mata e contra a maré que descemos contra a tempestade que chovemos contra a parede que pintamos contra  tudo e ao todo saber nada é finalmente o fim 

esquecer

eu queria saber esquecer esquecer mesmo sem culpa ou remorso sem fé ou caretas

puder

Tire onda do tombo reme até aonde puder