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amor

O AMOR é a aquela sensação sinistra que nós mortais usamos para construir letras e os seus refrões. É arma de destruição cardíaca em massa usada repetidamente pelo mesmo referencial. Só quem sofre de amor sabe que vai querer sofrer de novo, é como se o campo de batalha do amor fosse o único lugar capaz de te fazer continuar vivendo.

amém

para-si o amor,vida e o saber para-se a guerra,debate e o morrer faça-se o bem,silêncio e sorrir esfacele-se em desejo e culpa cubra-se de céu e chuva cobra-se em peso e coragem vida e dor ore pra ser antes de ter amém!

boca

sua boca pequena que pena não posso beijar seu seio molhado embora eu suado ainda quero enxurgar sua cintura de pluma de vasto molejo quem dera parar seus pés milindrosos agradecem a quem passa envaidece a alma não tem tempo de amar seu corpo composto de grande ironia de nome graça e sorrisos sincronia perfeita que não volte a escorregar

eu

eu esperei tanto pra te escrever mas me faltava um pouco de tristeza faltava um tico de saudade e agora que eu estou aqui naquele mesmo lugar com as palavras na mão e a escrita na cabeça faço um rabisco brusco até a ponta do lápis quebrar vejo a lentidão ao lado das pessoas que voam sem ter pra onde ir dos dedos que cruzam pra caneta firmar cato um parágrafo ou outro no vento ao léu luto pro papel não flutuar me meto a sabichão e trago uns versos inspiro umas rimas sentencio uns pontos as vírgulas que nos separam são as mesmas colocadas por quem nunca esteve aqui quero te escrever o que eu não disse ontem por desleixo pelo prazer de estar aqui de novo e a culpa de ceifar um segredo assim na hora errada na coxia da boca pra fora necessitava de um pouco mais de zoom um corte rápido antes que o rosto muche plano de fundo concreto e asfalto sob andaimes que vem sem fantasias pobre coitado este lápis desapontado ainda espera que o suor da minha mão a...

óbvio

tudo tão óbvio tudo tão rápido a certeza do certo a beleza do errado era na verdade a mesma mesmice sobrou para o lado de quem é mais fraco sentado na porta esperando passar fuga pro deserto em pleno mar tudo tão óbvio tudo tão rápido aonde o vento volta a ventar era o mais fácil o caminho mais curto pra eternidade saciado pela fome rumores conspiram em pleno furacão tudo tão óbvio tudo tão rápido a virtude de quem rouba o teu coração sentencia sua vida a mera distração sempre correndo pra lá longe descansar tudo tão óbvio tudo tão rápido então o que querias o afagado do medo adoçado pela culpa tudo tão óbvio tudo tão rápido é claro demais pra quem só vê luz rápido demais pra quem só anda descalço!

basta

Passa distante por mim talvez seja o que me basta amor forçado confundido com a força de estar eu queria mesmo sempre quis mas a boemia que agora me corteja veio véu e me envolveu  contudo sabes que sempre serei alma a pestanejar o teu abraço de ironia

flashback

A felicidade que tens pra esquecer hoje com tal facilidade pra acontecer ontem  e eu esperando que se lembre do velho e agora pó que se resume só pra estar de novo ali te vendo em meio a essa bossa dançando sob o meu flashback me remoendo em meio ao lamento quem dera estar agora  aceitando a lembrança pra não se abater