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lembre-se

Lembre-se de não perecer Milésimo segundo de eternidade em perceber a displicência desse querer Sol que nasce e se esconde nas nuvens água da chuva que se omiti no algodão A lentidão de um dia nublado do máximo passageiro momento meio-termo jamais mencionado Promessa é dívida é dúvida arremessa sem proteção o que era um disparo cardíaco

sua lua

A culpa não é sua se ela é de lua.

ela

Ela sabia demais um pouco sobre tudo fazia poesia e ouvia som no mudo contava os segundos pro tempo passar dormia no escuro pra ver o sol amarelar Ele era tudo menos sabichão roubava um sorriso sem permissão só se lembrava do que não queria ser estava muito tarde e nada da lua aparecer

vibe

eu entro na sua vibe surfo a sua onda digo que tô louco pra aparecer

amor

O AMOR é a aquela sensação sinistra que nós mortais usamos para construir letras e os seus refrões. É arma de destruição cardíaca em massa usada repetidamente pelo mesmo referencial. Só quem sofre de amor sabe que vai querer sofrer de novo, é como se o campo de batalha do amor fosse o único lugar capaz de te fazer continuar vivendo.

amém

para-si o amor,vida e o saber para-se a guerra,debate e o morrer faça-se o bem,silêncio e sorrir esfacele-se em desejo e culpa cubra-se de céu e chuva cobra-se em peso e coragem vida e dor ore pra ser antes de ter amém!

boca

sua boca pequena que pena não posso beijar seu seio molhado embora eu suado ainda quero enxurgar sua cintura de pluma de vasto molejo quem dera parar seus pés milindrosos agradecem a quem passa envaidece a alma não tem tempo de amar seu corpo composto de grande ironia de nome graça e sorrisos sincronia perfeita que não volte a escorregar